Os corpos das mulheres e o poder exercido sobre, com Laura Anderson Barbata

Como o Estado, a ciência, as relações sociais e toda esta cadeia panóptica que estamos inserides constroem a dominação sobre corpos femininos e desviantes? Qual o papel da arte na desconstrução dos paradigmas e na redução das dores do mundo? Bate-papo ao vivo promovido pelo Projeto Pandoras, que recebeu a artista mexicana Laura Anderson Barbata. A mediação ficou por conta de Izabela Nascente.




Laura é mexicana nascida em Sinaloa, artista visual e trabalha principalmente com figurinos. No final da década de 90 Laura desenvolveu o figurino de um espetáculo que contava a história de outra mexicana: Julia Pastrana, uma do século XVI que participava dos Freak Shows, esses shows exploravam a imagem de pessoas de corpos desviantes do padrão vigente da época (deficientes, pessoas de etnias diversas, mutações genéticas). Nestes shows, Julia era apresentada como a Mulher Macaca, Mulher Urso e a mulher mais feia do mundo. Julia teve uma trágica e singular história e depois de morta foi mumificada, virando um objeto que durante 153 anos foi mudando de donos, até que Laura a encontrasse e iniciasse um processo de repatriação do corpo da artista, que também é mexicana e de Sinaloa. Foram dez anos de um processo que envolvia universidade, governos, padres e plateia. Laura acredita que a volta de Julia para SInaloa era o mínimo que a sociedade poderia fazer para devolver sua dignidade. MOSTRAR MENOS



Esse projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento ao circo do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goias 2018